Perguntas frequentes


É natural que os homens vítimas / sobreviventes de violência sexual tenham dúvidas e questões sobre se devem procurar apoio. É comum referirem que têm muitas dúvidas e que não sabem por onde começar. Muitas dessas questões prende-se com a forma como se relacionam com o passado, com a sua história de abuso e também consigo próprios.

Tal como na nossa secção de mitos, apresentamos algumas das questões frequentes que os homens sentem e que nos colocam. O objetivo é ajudá-lo a organizar os seus pensamentos e ideias sobre eventuais dúvidas ou hesitações, reforçando a ideia de que não está sozinho.

Se tiver alguma pergunta que deseje colocar ou que não viu aqui representada, pode contactar-nos através do apoio@quebrarosilencio.pt ou 910 846 589.

“Valerá a pena procurar apoio e remexer no passado?”

Depois de passar anos ou décadas em silêncio, é comum que um sobrevivente sinta hesitação em procurar apoio e começar o processo de recuperação do trauma. Por vezes, questiona-se se deve “remexer” em questões que pareciam estar escondidas ou adormecidas durante a sua vida. No entanto, quando refletem sobre este assunto, os sobreviventes compreendem que, mesmo quando as tentam ignorar, as consequências do abuso estão presentes e afetam o seu dia-a-dia.
Iniciar o processo de recuperação é uma forma de ultrapassar o impacto dessa experiência traumática, e ter uma vida que deixa de ser afetada pela mesma. Leia alguns dos testemunhos de homens que terminaram com sucesso o apoio da Quebrar o Silêncio.

“Tenho de partilhar a minha história publicamente?”

Não. Nenhum homem que procura a Quebrar o Silêncio tem de partilhar a sua história publicamente, nem lhe é pedido que o faça.
Queremos que saiba que respeitamos o seu tempo e o direito de guardar a sua história só para si.

“Acho que a minha experiência não teve muita importância, talvez não mereça apoio.”

Cada experiência de abuso é única e cada sobrevivente também, pelo que não se podem comparar duas situações de violência sexual. No entanto, é comum que os homens desvalorizem o abuso de que foram vítimas, o que os leva a não procurar apoio. Independentemente dos contornos do abuso, se teve algum impacto negativo para o sobrevivente, este tem direito de ser ouvido, valorizado e apoiado no seu processo de recuperação. Na Quebrar o Silêncio não hierarquizamos as histórias de abuso. No entanto, se tiver dúvidas contacte-nos através do apoio@quebrarosilencio.pt ou 910 846 589.

“Qual é a diferença entre vítima e sobrevivente de violência sexual?”

Os termos sobrevivente e vítima referem-se igualmente ao homem que passou por uma ou mais situações de violência sexual. No entanto, socialmente o termo vítima tem uma conotação negativa associada (pessoa fraca, chorosa, debilitada, medrosa, etc), com a qual muitos homens não se identificam. Na Quebrar o Silêncio consideramos que a palavra sobrevivente representa a resiliência e a perseverança destes homens, e valoriza, ao mesmo tempo, a luta que todos os dias travam e vencem. Optámos por utilizar o termo sobrevivente como forma de reconhecer a força destes homens e de empoderá-los no seu processo de recuperação.

“Enquanto homem sinto que deveria saber resolver este problema sozinho.”

Muitos homens sobreviventes sentem que devem ser capazes de ultrapassar sozinhos as consequências do trauma de violência sexual. As ideias associadas ao papel tradicional do que é ser homem, por vezes reforçam a ideia de que este não pode procurar apoio quando precisa de ajuda, e que se o fizer será visto como “menos homem” ou “menos capaz”. Estas ideias contribuem também para promover o aumento do seu sofrimento.
Na Quebrar o Silêncio acreditamos que todos os homens vítimas de violência sexual têm direito a procurar apoio e a contar com os nossos serviços especializados.

“Não me sinto suficientemente homem por ter sido vítima e por ainda sofrer com o abuso.”

As expectativas tradicionais da masculinidade podem tornar-se num obstáculo para o processo de recuperação. Isto é especialmente verdade quando o sobrevivente acredita que, enquanto homem, deveria ter sido capaz de evitar o abuso e ter sido forte o suficiente para não sofrer com as suas consequências. Importa salientar que a vivência de uma ou mais situações de abuso sexual pode ser traumática e geradora de muito sofrimento, e que em nada se reflete na forma como vive a sua masculinidade. É importante reconhecer que a violência sexual acontece independentemente da crença religiosa, etnia, cultura, escolaridade, situação económica, idade, classe social, origem, profissão ou orientação sexual, quer do homem sobrevivente, quer do abusador ou abusadora.

“Sinto que a culpa do que aconteceu foi minha.”

Queremos que saiba que a culpa não foi sua. Independentemente das características do abuso de que foi vítima, a responsabilidade é sempre do abusador, nunca da vítima. No entanto, muitos homens sobreviventes experienciam fortes sentimentos de culpa e de vergonha associados à sua história de abuso. Por ser uma consequência do abuso muito forte, esta culpa contribui também para o silêncio dos homens, fazendo com que estes não procurem apoio por terem interiorizado esses sentimentos de auto culpabilização.

“Se os meus familiares soubessem nunca me perdoariam.”

Alguns sobreviventes receiam que, ao ter conhecimento do abuso de que foram vítimas, a família os culpe e não os perdoe. Por vezes, este receio tem por base o facto de o abusador ter sido uma pessoa próxima e querida da família, ou mesmo um familiar. Muitos sobreviventes receiam que a família os responsabilize pelo abuso, defendendo até o abusador. Sobre este ponto, gostaríamos de reforçar que o único responsável é o abusador e que a partilha da sua história é um ato de coragem.

“Tenho de falar sobre o abuso à minha família ou às pessoas mais próximas?”

A partilha de uma história de abuso é uma opção pessoal que cabe ao homem sobrevivente. Só ele pode decidir se faz esta partilha, com quem a faz, em que circunstâncias e que quantidade de informação opta por divulgar.
Muitos homens perguntam-se acerca deste momento, questionando-se se devem fazê-lo ou se devem guardá-lo para si. Não existe uma resposta certa. Há sobreviventes que optam por partilhar com as pessoas mais próximas, outros que decidem manter para si essa história.
Partilhar com alguém a sua história é um momento decisivo na sua vida, é um ato de coragem e de força. No entanto, é comum não saber como agir aquando da partilha, por não saber o que dizer ou também por desconhecer a forma como será recebido. Muitos homens receiam que as pessoas mais próximas passem a olhá-los como alguém “fraco”, alguém que foi vítima, e que passem a ser vistos unicamente através da história de abuso. São receios naturais que se prendem com a desinformação, preconceito e tabu associados à violência sexual contra homens e rapazes. Relembramos que esta é uma decisão individual e é um direito seu não partilhar.
Se tiver decidido partilhar com alguém, sugerimos que escolha um local seguro, confortável e onde se sinta à vontade para falar, com tempo e sem preocupações. E porque este processo pode ser carregado de emoções e sentimentos intensos, pode ser importante tirar uns minutos para si num espaço igualmente seguro, que lhe permita organizar as ideias, perceber o que está a sentir e valorizar o acto de coragem e de força que foi partilhar a sua história.
Se tiver questões relacionadas com esta decisão, contacte-nos através do apoio@quebrarosilencio.pt.

“Deveria ter conseguido impedir o abuso.”

Muitos homens acreditam que deveriam ter sido capazes de impedir o abuso de que foram vítimas. É comum olharem para o passado e relembrarem a sua história de violência sexual com o seu conhecimento de adultos. Importa lembrar que, na maioria das situações, o abuso acontece durante a infância e, enquanto criança, o sobrevivente não tem qualquer controlo ou poder sobre a situação. Muita vezes este sentimento de culpa é resultado das diferentes formas de manipulação por parte do abusador. Ao acreditar que teria poder para impedir o abuso, o sobrevivente acaba por responsabilizar-se pelo mesmo, quando esta responsabilidade é unicamente do abusador. Por desconhecerem a complexidade do processo de manipulação, também é comum que os homens sejam levados a crer que o seu caso foi único e que eles foram realmente responsáveis pelo abuso. Se este é o caso, queremos que saiba que não está sozinho e que podemos apoiá-lo a compreender as consequências do abuso e a ultrapassá-las. Contacte-nos através do apoio@quebrarosilencio.pt ou 910 846 589.

“A minha companheira/o não compreende o que está a passar comigo.”

É importante para um sobrevivente sentir-se compreendido e apoiado, uma vez que as consequências do abuso podem afetar o seu dia-a-dia. Quando partilha a vida com alguém, é natural que espere receber afeto e compreensão por parte da pessoa que tem ao seu lado. Quando isto não acontece, pode originar frustração e tristeza. Muitas vezes, as/os companheiras/os têm dificuldade em perceber o quão traumatizante pode ser uma situação de violência sexual para o homem sobrevivente, sendo que a própria dinâmica da relação pode também ser afetada por estas consequências.
Se sentir que a sua/seu companheira/o pode beneficiar de algum apoio, indique-lhe os serviços da Quebrar o Silêncio. Muitas vezes também somos contactados por pessoas próximas que nos pedem orientações para as ajudar a compreender melhor esta realidade, mas também sobre como podem apoiar o sobrevivente.

“Não tenho a certeza se o meu caso foi mesmo violência sexual.”

Por não haver um debate sobre violência sexual, constatamos que há uma grande desinformação sobre estas questões, o que acaba por afetar negativamente os próprios sobreviventes. Por vezes, existe a ideia de que só acontece abuso sexual quando há uma violação com recurso a violência e agressão física. No entanto, existem casos de abuso em que não há sequer contacto físico.
Os nossos serviços de apoio têm como base o trauma consequente de um caso de violência sexual. Na Quebrar o Silêncio não hierarquizamos experiências de violência sexual e sabemos que cada caso é um caso.
Por vezes, também é comum que o sobrevivente desvalorize a sua experiência, reenquadrando a abuso como uma situação “normal”. Tal pode acontecer devido às crenças e mitos como, por exemplo, a ideia errada de que “um homem a sério não pode ser vítima de violência sexual”. Esta desvalorização por parte do próprio sobrevivente também pode acontecer porque o abusador ou abusadora manipulou-o de tal modo que o fez acreditar que a situação era normal.
Se tiver dúvidas sobre o que lhe aconteceu, contacte-nos através do e-mail apoio@quebrarosilencio.pt.

“Será que vou sofrer com as consequências do abuso para sempre e nunca conseguirei ser feliz nem ter uma vida normal?”

Este é um receio de muitos homens sobreviventes que procuram o apoio da Quebrar o Silêncio. Muitos homens passam anos a sofrer em silêncio até procurar apoio. Alguns estão mais de 20, 30 ou mesmo 50 anos em silêncio. Por isso, é comum que acabem por acreditar que esse estado de sofrimento que os acompanha há anos é permanente e “irreparável”.
Independentemente da sua idade, queremos que saiba que é possível ultrapassar as consequências de um trauma de violência sexual e alcançar uma vida que não é mais afetada pelo impacto do abuso.
Sugerimos que leia alguns dos testemunhos de homens que tiveram o apoio da Quebrar o Silêncio e que hoje têm suas vidas estabilizadas.

“Não mereço nada de bom e sinto que não mereço afeto ou coisas boas”

Os sobreviventes de violência sexual, principalmente, de abuso sexual infantil, podem crescer com a crença de que não merecem coisas boas, como, por exemplo, afeto, atenção ou acontecimentos significativos, como promoções de trabalho. Em idade adulta, de forma consciente ou não, podem acabar por perpetuar esta crença através de comportamentos de desvalorização e de auto-punição. Durante o processo de recuperação na Quebrar o Silêncio trabalhamos a auto-estima do sobrevivente, para que consiga compreender e aceitar que é merecedor de acontecimentos positivos na sua vida, contrariando as crenças que foram sendo internalizadas.

“Sinto-me a pior pessoa do mundo, como se estivesse estragado ou houvesse algo de errado comigo.”

É comum que os sobreviventes de violência sexual passem por mais do que uma situação de agressão, abuso ou violência ao longo da vida, e por diferentes abusadores/as. Esta repetição de situações disruptivas pode fazer com que o homem seja levado a sentir que deve ser sua a responsabilidade dessas mesmas situações, dado que se repetiram mais do que uma vez e é ele o elo comum. Muitas vezes isto leva o sobrevivente a ver-se como alguém estragado ou menos merecedor de cuidado e valorização.
É importante reconhecer que não há nada de errado consigo e que a responsabilidade do abuso é somente de quem abusa. Se tiver alguma questão ou dúvida contacte-nos através do apoio@quebrarosilencio.pt ou do 910 846 589.

“Sou muito impulsivo e reajo sem pensar, acabando por me arrepender do que fiz/disse.”

A impulsividade é uma característica comum a muitos sobreviventes e pode ser geradora de problemas e dificuldades na sua vida diária, que por vezes não é identificada como uma consequência do abuso, mas sim vista como parte da sua personalidade. Em consequência desta reatividade, as pessoas que são queridas ao sobrevivente e/ou que lhe são próximas podem ser magoadas, podendo mesmo levar a problemas em relações a nível social e profissional.
É fundamental compreender que esta pode ser uma consequência de uma experiência traumática de violência sexual. Se sentir que é o seu caso, contacte-nos através do apoio@quebrarosilencio.pt ou 910 846 589. Nós podemos apoiá-lo.

“Não consigo manter nenhum projecto, emprego ou relação.”

Muitos sobreviventes de violência sexual referem ser incapazes de levar um projeto até ao fim ou manter relações estáveis e duradouras, sejam elas pessoais ou profissionais. Por vezes iniciam projetos que não conseguem concluir, têm dificuldade em manter-se num emprego durante muito tempo e manifestam igual dificuldade em manter estáveis relações sociais ou amorosas. A instabilidade e a impulsividade são, muitas vezes, consequências do abuso sexual, mas podem ser geridas e ultrapassadas com o apoio adequado.

“Não tenho amigos homens, só me consigo relacionar com mulheres”

Quando um sobrevivente passa por uma ou diversas situações de abuso por alguém do mesmo sexo, pode vir a olhar para os homens com algum receio ou desconfiança, o que dificulta este tipo de relações. Pode igualmente haver um afastamento de outros homens por receios relacionados com a orientação sexual do homem sobrevivente. Assim, é mais fácil estabelecer relações de amizade com mulheres.

“Serei homossexual/bissexual porque fui abusado por um homem?”

Alguns sobreviventes questionam-se sobre se a sua orientação sexual terá sido consequência da violência sexual de que foram vítimas. Consideram que o facto de terem sido abusados por um homem pode estar na origem da sua orientação sexual. É importante esclarecer que nada confirma este facto. Na Quebrar o Silêncio acompanhamos homens com diversas orientações sexuais, todos eles sobreviventes de violência sexual. Muitas vezes, as questões associadas à homossexualidade/bissexualidade surgem como um pensamento disruptivo que gera sofrimento ao sobrevivente e não tem relação real com a sua orientação sexual. Importa referir que a violência sexual acontece independentemente da orientação sexual do sobrevivente e do abusador ou abusadora. O nosso foco é apoiar homens sobreviventes a ultrapassar o impacto que o trauma teve nas suas vidas, independentemente da sua orientação sexual.

“Fico sempre ansioso antes de me envolver sexualmente com a minha companheira/o. Terei algo de errado?”

Esta é uma preocupação comum a muitos sobreviventes. Para um homem que passou por uma situação de violência sexual, o universo da sexualidade (pensamentos ou ideações sexuais, relações sexuais, masturbação, etc.) pode ser um desafio e desencadear níveis de stress que podem afetar a sua capacidade de ter um envolvimento ou um contacto íntimo. A associação do sexo a um evento traumático pode provocar o surgimento de pensamentos confusos, sensações e sentimentos de mal-estar, podendo ainda dificultar a capacidade de atingir e manter uma ereção. Isto deve-se ao facto de haver uma associação entre sexo e uma experiência traumática de abuso sexual, violência na qual o sexo é utilizado como arma. Relembramos que violência sexual não é sexo, é crime. Se sentir ansiedade ou outras questões que afetam a sua vida sexual saiba que pode contar com o nosso apoio. Contacte-nos através do apoio@quebrarosilencio.pt ou 910 846 589.

“Sou obcecado por sexo e por tudo o que envolva sexo ou tenha conotação sexual.”

Alguns sobreviventes desenvolvem uma obsessão por elementos com conotação sexual que se pode tornar disruptiva no seu dia-a-dia. Seja uma obsessão por órgãos genitais, masturbação, exposição de corpos nus ou contacto sexual com outra pessoa, esta fixação tende a aumentar quando os níveis de ansiedade e de preocupação estão mais elevados. É possível ultrapassar estas questões, e no processo de acompanhamento dos sobreviventes de violência sexual na Quebrar o Silêncio desenvolvem-se estratégias que ajudam a diminuir o impacto desta consequência na vida do sobrevivente.

“Quando estou ansioso ou stressado, masturbo-me muito e mais vezes do que queria.”

Muitos homens sobreviventes desenvolvem estratégias de gestão de ansiedade desadequadas como forma de lidar com as consequências do trauma. Algumas dessas estratégias têm associação a comportamentos sexuais, como é o caso da masturbação. Masturbar-se é um ato normal, mas pode tornar-se problemático quando é utilizado como forma de relaxamento, e quando acontece mais vezes do que o sobrevivente gostaria.
Pode ler o nosso artigo sobre ansiedade para o ajudar a gerir estas situações. Se identifica que desenvolveu uma estratégia de gestão, recorrendo à masturbação, e sente necessidade de trabalhar estratégias mais adequadas, contacte-nos através do apoio@quebrarosilencio.pt ou 910 846 589.

“Vejo muita pornografia, será normal?”

Alguns sobreviventes de violência sexual recorrem à pornografia como forma de gestão de ansiedade e/ou das suas emoções. Quando estão mais instáveis, preocupados, tristes ou irritados, procuram a pornografia como forma de descompressão. Muitas vezes esta procura está associada a um comportamento masturbatório. Este recurso ao mundo da pornografia também pode surgir como ferramenta para o sobrevivente atingir um estado de excitação que de outra forma não lhe é possível, ou mesmo para provar a si próprio que é capaz de iniciar e manter um contacto sexual satisfatório. No entanto, o consumo constante de pornografia pode ser prejudicial ao seu bem-estar emocional, pelo que é importante aprender a gerir esta necessidade, substituindo o uso de pornografia por outras estratégias.

“Tenho medo que um dia possa querer abusar sexualmente de crianças.”

Este é um receio comum nos homens sobreviventes. Por terem sido vítimas de violência sexual, muitos homens receiam que possam um dia querer abusar sexualmente de crianças. Quando questionamos o porquê destas questões, compreendemos que é um medo infundado sobre poderem vir a magoar crianças por terem sido, eles próprios, vítimas de violência sexual. Isto motiva preocupação nos sobreviventes, e não um desejo ou atração sexual por crianças.
Este receio pode ser desencadeado por terem sidos vítimas de violência sexual na infância e, por isso, estarem mais alertas e conscientes de que este é um problema silenciado na sociedade.

“Como posso ter acesso aos vossos serviços?”

Se precisar de apoio ligue para o 910 846 589 ou envie-nos e-mail para apoio@quebrarosilencio.pt.

“Como podem apoiar-me?”

Contamos com diferentes formas de apoio:

  • Acompanhamento Psicológico
  • Grupos de Ajuda Mútua
  • Apoio entre Pares
  • Acompanhamento Psicológico através de video-chamada (Skype / Whatsapp)
  • Linha de Apoio (910 846 589)
  • Email de apoio (apoio@quebrarosilencio.pt)

Para compreendermos qual o serviço de apoio mais adequado para si, ligue para o 910 846 589 ou escreva-nos para apoio@quebrarosilencio.pt.

“Não tenho certeza sobre o que me aconteceu. Posso pedir-vos apoio na mesma?”

Sim. Nem sempre um homem vítima de violência sexual consegue lembrar-se do que lhe aconteceu, nomeadamente quando o abuso aconteceu durante a infância. No entanto, isso não significa que não precise de apoio ou que não mereça ter apoio.

Independentemente das memórias que tem sobre o que lhe aconteceu pode aceder aos nossos serviços.
Ligue-nos para o 910 846 589 ou envie e-mail para apoio@quebrarosilencio.pt.

“Quais são os mitos relativos a violência sexual contra homens e rapazes?”

Há vários mitos sobre violência sexual contra homens e rapazes. Conheça alguns deles.

“O que é violência sexual contra homens e rapazes?”

Antes de começarmos, é importante clarificar que violência sexual não é sexo, é crime.
Violência sexual implica o exercício de um comportamento sexualizado, com ou sem contacto físico, sobre a vítima, contra a sua vontade e sem o seu consentimento. Importa salientar que no caso de abuso sexual infantil o consentimento não é possível. Em qualquer contacto sexualizado entre um adulto e uma criança, a responsabilidade é única e exclusivamente do abusador.
Qualquer pessoa pode abusar sexualmente de uma pessoa, independentemente da relação que mantém com a vítima (familiar, amigo/a, namorado/a colega, etc.). O abuso também pode acontecer em qualquer contexto (familiar, escolar, profissional, outros), existindo casos de abuso que ocorrem uma vez (casos pontuais) ou casos de violência sexual continuada no tempo.
Além de crime, a violência sexual é também uma violação grave dos direitos humanos e acontece independentemente da crença religiosa, etnia, cultura, escolaridade, situação económica, idade, classe social, origem, profissão ou orientação sexual quer do homem ou rapaz, quer do agressor ou agressora.
Independentemente do que tenha acontecido, a violência sexual é uma experiência traumática que pode ter efeitos devastadores na vida da vítima.
Estudos indicam que 1 em cada 6 homens é vítima de alguma forma de violência sexual antes dos 18 anos, embora o abuso sexual possa acontecer em qualquer idade.

“Posso manter o anonimato?”

Sim. Os nossos serviços são confidenciais e gratuitos, e se desejar pode manter o anonimato.
Conheça a nossa política de confidencialidade.

“O que aconteceu comigo passou-se há muito tempo. Podem apoiar-me na mesma?”

Sim. Apoiamos qualquer homem sobrevivente que tenha passado por qualquer forma de violência sexual. A altura em que aconteceu não é relevante para prestarmos apoio.

“Quanto custam os vossos serviços?”

Os nossos serviços são gratuitos.
Qualquer um dos serviços de apoio que prestamos são gratuitos e confidenciais.
Para saber mais sobre como podemos apoiá-lo, contacte-nos através do 910 846 589 ou do e-mail apoio@quebrarosilencio.pt.

“Existe mesmo violência sexual contra homens e rapazes?”

Sim. 1 em cada 6 homens é vítima de alguma forma de violência sexual antes dos 18 anos. No entanto, a violência sexual contra homens e rapazes é um assunto tabu, e isso contribui para o silenciamento dos sobreviventes e para a manutenção desse mesmo silêncio.

Na Quebrar o Silêncio, os nossos serviços de apoio estão disponíveis para qualquer homem sobrevivente de violência sexual, independentemente de:

  • o abuso ter ocorrido durante a infância ou em idade adulta.
  • ter ocorrido uma vez ou de ter sido uma experiência continuada.
  • ter sido um abusador ou abusadora.
  • ter havido diferentes abusadores.
  • o abuso ainda estar a decorrer.

Se pretender saber mais sobre violência sexual contra homens e rapazes pode contactar-nos através do email info@quebrarosilencio.pt.