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Intimidade e relações amorosas nos homens sobreviventes de violência sexual

Para os homens sobreviventes de violência sexual a manutenção de relações pode ser difícil e complicada, e a tendência é para agravar-se com o aumento da proximidade da outra pessoa.


Criar laços com os outros depois do abuso sexual

Para um homem que foi vítima de violência sexual, relacionar-se com outras pessoas e com o mundo pode ser uma tarefa árdua. Experienciar uma situação traumática como a violência sexual, que na maioria das vezes é causada por alguém próximo e de confiança, pode moldar a nossa visão do mundo e dos outros, e deixar-nos alerta para o perigo que qualquer pessoa possa representar. Esta dificuldade no estabelecimento de relações é tanto uma consequência como uma estratégia de defesa, mas tende a tornar-se causa de solidão e sofrimento para alguns sobreviventes.


Sobreviver ao Natal

O aproximar da época festiva pode ser uma altura particularmente difícil para alguns sobreviventes, nomeadamente quando pode implicar ter que conviver com o abusador/a ou com familiares e amigos que têm conhecimento do abuso.


Masculinidades: ser homem e vítima de violência sexual

Ser vítima de violência sexual é viver um evento potencialmente traumático, emocionalmente marcante e quando falamos de abuso sexual contra homens e rapazes, esta narrativa assume contornos ainda mais específicos, pois obriga a uma conciliação, quase sempre difícil, do papel de vítima com o papel socialmente atribuído ao homem – força inabalável, emocionalmente distante, que não fala dos seus sentimentos e que resolve os seus problemas sozinho.


“Devo partilhar a minha história de abuso?”

Alguns homens sentem que é sua obrigação partilhar a sua história de abuso, outros encaram-no como um momento empoderador, enquanto outros vêm a partilha com medo e como algo que não integra o seu percurso de recuperação. 
A verdade é que esta é uma decisão individual e a partilha da sua história é sempre uma decisão do sobrevivente. É ele que decide a quem conta, o que conta e como conta, garantindo assim que mantém o controlo sobre a sua narrativa.