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5 anos de Quebrar o Silêncio

Nos primeiros 5 anos, 467 homens e rapazes vítimas de violência sexual procuraram o nosso apoio.
A grande maioria destes homens partilhou pela primeira vez na vida a sua história de abuso, e muitos tinham mais de 30 anos quando nos contactaram, tendo passado cerca de 20 anos em silêncio. 


“Partilhei a minha história com outra pessoa, mas não acreditou em mim: será que mereço ter apoio?”

Partilhar com alguém a sua história de abuso pode ser um passo extremamente difícil. Quando a recepção desta partilha é uma experiência positiva, o sobrevivente poderá sentir-se apoiado e encorajado a procurar apoio especializado. Por outro lado, reações negativas de desvalorização, culpabilização ou falta de empatia, podem gerar sentimentos de vergonha e culpa. 


Pandemia, Natal e autocuidado

Nesta altura das festas reforçamos a importância de poder recorrer a estratégias de gestão emocional e de gestão de ansiedade saudáveis para diminuir o impacto que estas situações possam ter no seu dia-a-dia e reduzir ou evitar o recurso a estratégias menos adequadas ou geradoras de sofrimento. No entanto, se em algum momento sentir que não está a ser capaz de lidar com a sua ansiedade ou que os sentimentos de tristeza ou raiva são mais intensos do que o que tem capacidade de gerir, peça ajuda. A Quebrar o Silêncio está disponível para recebê-lo através da Linha de Apoio 910 846 589 ou do email apoio@quebrarosilencio.pt.


Ser homem: papéis de género na violência sexual contra homens

Quando se fala de violência sexual é importante ter em mente como as questões de género afetam a forma como os homens interpretam as suas histórias de abuso e como a visão tradicional do “homem”, ainda presente na sociedade atual, pode ser um obstáculo à procura de ajuda e na superação do trauma.
Ainda prevalece a ideia de que o homem não pode ser vítima de violência sexual e que tem de ser sempre forte e intocável, o que retira espaço para que o homem vitimado consiga identificar-se enquanto vítima desse crime. Do mesmo modo que ainda é esperado que os homens sejam capazes de resolver os seus problemas sozinhos, sem qualquer tipo de auxílio, o que promove o silenciamento dos homens e também que não procurem a ajuda que necessitam.


Violência sexual: quando os homens são forçados a penetrar

Quando se fala em violação talvez a primeira imagem que surge não seja a de um homem ou rapaz que é forçado a penetrar. No entanto, é necessário reconhecer que a violência sexual abrange um espectro alargado de experiências traumáticas e que ser “forçado a penetrar” também é uma forma de violação.


As vítimas também podem ter comportamentos abusivos?

Muitos homens vítimas de violência sexual receiam que o abuso de que foram vítimas os “transforme” em abusadores. É um receio motivado pela desinformação, por mitos e crenças relacionadas com a violência sexual. No entanto, é importante sublinhar que esta preocupação passa pelo facto de terem sido abusados, e não é factual que esta “transformação” aconteça. Ou seja, a grande maioria dos homens que passaram por situações de abuso não abusam de ninguém no futuro.


Violência sexual e a importância da saúde mental

Saúde é definida no dicionário associada ao bem-estar físico, psicológico e mental, e é uma ferramenta essencial à nossa (sobre)vivência. No entanto, perante a palavra saúde, a tendência é para […]


Usar máscaras: ninguém sabe quem sou realmente

No dia-a-dia, na interação com o outro é natural que recorramos a máscaras sociais, inofensivas e de alguma forma protetoras. No entanto, apesar de ser uma estratégia comum, nos homens sobreviventes esta máscara pode assumir proporções muito maiores e disruptivas.